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China quer facilitar viagens de turistas e atrair 190 milhões de visitantes até 2030

Plano prevê ampliar isenção de vistos, conexões internacionais e facilidades em pagamentos, transporte, hospedagem e reembolso de impostos; brasileiros já podem entrar no país sem visto por até 30 dias.

China quer facilitar viagens de turistas e atrair 190 milhões de visitantes até 2030
Turista realiza pagamento em uma área comercial movimentada, em imagem ilustrativa associada ao turismo na China. (Imagem gerada por IA).

A China pretende tornar as viagens de turistas estrangeiros mais simples nos próximos anos, com medidas que envolvem desde a entrada no país até pagamentos, transporte, hospedagem, compras e atendimento em outros idiomas. As mudanças fazem parte do plano de desenvolvimento do turismo para o período de 2026 a 2030, que estabelece como meta alcançar 190 milhões de viagens internacionais ao país por ano até o fim da década.


Entre as ações previstas estão a ampliação da política de entrada sem visto e das conexões internacionais aéreas e ferroviárias. O governo chinês também pretende melhorar os serviços destinados a estrangeiros nas áreas de transporte, comunicação e hospedagem, além de facilitar pagamentos e procedimentos para reembolso de impostos sobre compras.


O atendimento ao turista estrangeiro também está entre os pontos do plano. A proposta prevê ampliar a formação de guias em outros idiomas e o uso de dispositivos de tradução com inteligência artificial, além de desenvolver áreas comerciais e serviços direcionados ao público internacional.


O movimento ocorre após o crescimento do turismo internacional no país. Em 2025, a China registrou 154 milhões de viagens de visitantes estrangeiros, aumento de 17,1% em relação ao ano anterior. Os gastos desse público ultrapassaram US$ 130 bilhões, com crescimento próximo de 40%. Para 2030, a meta é superar US$ 150 bilhões anuais em receitas provenientes do turismo internacional.


Para os brasileiros, uma das principais facilidades já está em vigor. Portadores de passaporte comum do Brasil podem entrar na China sem visto e permanecer no país por até 30 dias em viagens de turismo, negócios, visita a familiares ou amigos, intercâmbio e trânsito. A política foi prorrogada e permanece válida até 31 de dezembro de 2026.


Outra área que vem passando por mudanças é o reembolso de impostos para visitantes estrangeiros. Em maio de 2026, autoridades chinesas anunciaram uma nova etapa da política de restituição de impostos na saída do país, com expansão dos estabelecimentos participantes, digitalização dos procedimentos e simplificação das inspeções para compras de menor valor.


Desde julho, pedidos envolvendo mercadorias avaliadas em menos de 10 mil yuans passaram a ficar sujeitos a inspeções físicas por amostragem. O sistema também avançou na eliminação de documentos em papel e na integração das informações entre autoridades alfandegárias e empresas responsáveis pelos reembolsos.


O país também ampliou o modelo de reembolso no momento da compra. Nesse sistema, turistas estrangeiros que atendam às condições podem receber antecipadamente o valor correspondente ao imposto em estabelecimentos participantes, mediante procedimentos como acordo de serviço e pré-autorização em cartão de crédito. O modelo começou a ser implementado nacionalmente em 2025 e recebeu novas regras em 2026, incluindo maior integração entre diferentes regiões do país.


As mudanças fazem parte de uma estratégia gradual. Segundo o Ministério da Cultura e Turismo da China, melhorias relacionadas a vistos, pagamentos, restituição de impostos, transporte, hospedagem e serviços de viagem continuarão sendo implementadas durante o período de 2026 a 2030.

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Sobre o autor

Gustavo Santana

Jornalista, fundador e diretor editorial do Descobertas Orientais. Especialista em Marketing Digital, atua na cobertura de temas relacionados ao Japão, Coreia do Sul, China e cultura asiática.