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Japão pode cair para sexta maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Índia e Reino Unido devem ultrapassar o país asiático, que enfrenta crescimento econômico lento e os efeitos da desvalorização do iene

Japão pode cair para sexta maior economia do mundo em 2027, prevê FMI
Bandeiras do Japão, da Índia e do Reino Unido diante de edifícios em uma paisagem urbana, representando os três países envolvidos nas projeções econômicas do FMI.

O Japão poderá cair da quarta para a sexta posição entre as maiores economias do mundo em 2027, sendo ultrapassado pela Índia e pelo Reino Unido. A projeção consta na atualização do relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na terça-feira (13). Segundo as estimativas, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal japonês deverá alcançar aproximadamente US$ 4,47 trilhões no próximo ano, valor inferior ao previsto para os dois países.


A Índia deverá assumir a quarta posição mundial, com PIB estimado em US$ 4,52 trilhões, enquanto o Reino Unido ocupará o quinto lugar, com US$ 4,49 trilhões. Estados Unidos, China e Alemanha deverão permanecer nas três primeiras colocações. O ranking considera o PIB nominal, indicador que representa o valor total dos bens e serviços produzidos por uma economia, convertido em dólares pelas taxas de câmbio.


Para 2026, o FMI ainda estima que o Japão permanecerá como a quarta maior economia mundial, com PIB de US$ 4,34 trilhões, seguido pelo Reino Unido, com US$ 4,27 trilhões, e pela Índia, com US$ 4,06 trilhões. A revisão das projeções antecipou em dois anos a ultrapassagem britânica, anteriormente prevista para 2029.


A possível queda representa mais uma mudança na posição econômica internacional do Japão. Durante décadas, o país ocupou o segundo lugar entre as maiores economias do planeta, até ser ultrapassado pela China em 2010. Em 2023, perdeu também a terceira posição para a Alemanha, passando a ocupar o quarto lugar.


Crescimento lento e desvalorização do iene


A mudança projetada pelo FMI está relacionada principalmente às diferenças no ritmo de crescimento das economias e às oscilações das moedas nacionais. Para 2026, o Fundo estima expansão econômica de 7% na Índia, enquanto o Reino Unido deverá crescer 1,3% e o Japão, apenas 0,7%.


Outro fator importante é a desvalorização do iene, moeda japonesa, em relação ao dólar. Como o ranking utiliza valores convertidos para a moeda norte-americana, a perda de valor do iene reduz o tamanho da economia japonesa nessa comparação internacional, mesmo quando o PIB apresenta crescimento em moeda local.


Apesar da possível perda de posições, o Japão não deverá registrar uma redução de seu PIB nominal em dólares entre 2026 e 2027. Pelas estimativas do FMI, o indicador passará de US$ 4,34 trilhões para aproximadamente US$ 4,47 trilhões. Entretanto, o avanço previsto para a Índia e o Reino Unido será suficiente para superar o resultado japonês.


A diferença projetada entre as economias britânica e japonesa em 2027 é de aproximadamente US$ 21 bilhões, equivalente a cerca de 0,5% do PIB do Japão. Por isso, alterações nas taxas de câmbio ou no desempenho econômico dos países poderão modificar as posições até a divulgação dos resultados definitivos.


As projeções reforçam a mudança na distribuição do peso econômico mundial, especialmente com o avanço da Índia. No entanto, a posição no ranking de PIB nominal não representa, isoladamente, o nível de renda ou a qualidade de vida da população de cada país.

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Sobre o autor

Gustavo Santana

Jornalista, fundador e diretor editorial do Descobertas Orientais. Especialista em Marketing Digital, atua na cobertura de temas relacionados ao Japão, Coreia do Sul, China e cultura asiática.